Redação

O início da tarde desta 6ª feira (24.abr.2020) tem entrada e saída de carros frequente na residência oficial da Presidência da Câmara, onde mora Rodrigo Maia (DEM-RJ). Quando o portão se abriu, o Poder360 viu diversos veículos dentro do terreno.

Maia chamou deputados para conversar depois de o agora ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) dar declarações fortes contra o presidente Jair Bolsonaro. Moro deu a entender que o presidente quer usar a Polícia Federal politicamente.

Maia chegou a sair e ir à casa de Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, cuja residência oficial é vizinha à sua. De lá, saiu para 1 destino não informado e voltou para a residência oficial em seguida.

Há 1 movimento causado pelas declarações de Moro e pela rotina de conversas do demista com outros deputados.

Passaram pela casa do presidente da Câmara, até a publicação deste texto, ao menos: Carlos Sampaio (PSDB-SP), Marcelo Ramos (PL-AM), Luiz Miranda (DEM-DF) e Lucas Vergílio (Solidariedade-GO). Sampaio saiu sem falar com Maia, que não estava em casa no momento em que ele entrou.

Devido à pandemia da covid-19 –doença causada pelo novo coronavírus– também têm sido comuns participações em reuniões por videoconferência. Poucos congressistas estão em Brasília. Até alguns líderes de bancada têm ficado em seus Estados.

Maia está em embate com Jair Bolsonaro nas últimas semanas e é figura central nos desdobramentos das declarações de Moro.

Caso os deputados entendam que o ex-ministro relatou algum crime de responsabilidade do presidente e queiram iniciar 1 processo de impeachment, é o presidente da Câmara quem pode dar andamento ou segurar o procedimento. CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) na Câmara também passam pelo crivo do demista.


Fonte: Poder360