Por Amirah Sharif –

Direito dos Animais!

Há uma famosa marca que, desde 2016, transforma o Natal de milhares de famílias por meio da generosidade, doando unidades de chester por todo o Brasil. Foram 1.452.327 chesters doados. Seria realmente generosidade? Generosidade é a virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem e, nesse caso, parece que o único sacrificado foi o chester.

O que é um chester?

Chester é um frango alimentado à base de milho e soja e é selecionado para ter cada vez mais peso com menos gordura sem qualquer tipo de hormônio anabolizante.

A história da criação do chester começou em 1979, quando um executivo de uma empresa, Saul Brandalise Jr. criou uma alternativa para o peru de Natal da concorrente, um sucesso de vendas.

Brandalise enviou dois técnicos aos Estados Unidos, que voltaram com 11 linhagens de uma galinha escocesa. Essas galinhas foram para a avícola Passo da Felicidade, em Tangará, no interior catarinense. A granja ficava no meio de uma reserva de araucárias, protegendo as aves de contaminação e garantindo sigilo.

Em 1982, após três anos de desenvolvimento, surgiu no mercado o Chester, que vem do inglês chest (peito).

Peru: uma tradição natalina

O peru é natural das florestas da América do Norte. Era consumido por índios norte-americanos, sendo considerado até como uma espécie de prêmio entre tribos que conquistavam e dominavam um novo território.

Apesar de americano, em inglês, peru é turkey, de turkey hen (“galinha turca”). Já na Turquia, o peru é chamado de “galinha da Índia”. Em Portugal, é chamado de “ave inca” e aqui, no Brasil, virou “peru”.

Dizem que a primeira vez que o peru virou um prato comemorativo foi em 1621, quando peregrinos e nativos norte-americanos comemoraram uma grande colheita na época. A ave robusta foi então considerada um símbolo de fartura.

A tradição de consumir peru no Natal foi uma influência dos americanos, que consomem a ave na ceia de Ação de Graças. E como o peru, pelo seu tamanho, é capaz de alimentar mais gente que outras aves, então virou aqui, no Brasil, tradição natalina.

Curiosidades

O peru se alimenta de grãos e insetos. A cabeça e o pescoço são “pelados” e suas penas podem ser pretas ou mais claras. Essas aves medem até 1,17 mero de altura.

Em estado selvagem, o peru pode viver em grupos com até 20 aves. Normalmente caminham, mas podem voar a baixa altitude. Os perus selvagens pesam de 8 a 10 kg (macho) e de 4 a 5 kg (fêmea).

Um Natal diferente

A nutricionista Vivian Ragasso, pós-graduada em Nutrição Clínica pelo Instituto de Metabolismo e Nutrição (Imen) e em Nutrição Esportiva pelo Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício e Treinamento (Cefit) criou uma receita diferente para a ceia de Natal do brasileiro: um “peru” vegano recheado de tofu acompanhado de purê de lentilha e couve crocante.

Caso se interessem pela receita, deem um “Google”. Muito fácil de encontrar.

E para o Natal ser mais diferente ainda, compre presentes e esteja presente, embrulhe presentes e embrulhe os amigos com abraço, envie lembrancinhas e envie também boas energias para os amigos e para os inimigos, prepare a ceia e doe comida para quem precisa , compre uma roupa nova e doe roupas que estão sem uso só ocupando espaço no armário, não solte fogos, proteja seus pets.

Crie a sua tradição para a ceia de Natal. Peru e chester são “modinha” e a compaixão e o respeito pela vida são nossos alimentos diários.

Por fim, agradeçamos ao aniversariante pela nossa saúde, pela saúde de nossos pets, pela nossa VIDA e por tudo que pudemos e podemos fazer para contribuir para a melhoria do nosso planeta!

Feliz Natal e que 2022 seja repleto de felicidades!!!

AMIRAH SHARIF é jornalista, advogada, protetora dos animais e colunista do jornal Tribuna da Imprensa Livre. asharif@bol.com.br


Tribuna recomenda!

NOTA DO EDITOR: Quem conhece o professor Ricardo Cravo Albin, autor do recém lançado “Pandemia e Pandemônio” sabe bem que desde o ano passado ele vêm escrevendo dezenas de textos, todos publicados aqui na coluna, alertando para os riscos da desobediência civil e do insultuoso desprezo de multidões de pessoas a contrariar normas de higiene sanitária apregoadas com veemência por tantas autoridades responsáveis. Sabe também da máxima que apregoa: “entre a economia e uma vida, jamais deveria haver dúvida: a vida, sempre e sempre o ser humano, feito à imagem de Deus” (Daniel Mazola). Crédito: Iluska Lopes/Tribuna da Imprensa Livre.