Por Bolivar Meirelles

Apoios.

Apoio ao Governo Sarney. Esse, vitorioso em 22 estados… No Estado do Rio de Janeiro, os “comunistas”…PCB, PC do B, MR 8…apoiarem Moreira Franco contra Darcy Ribeiro? Já haviam apoiado o então “chaguista”, Miro Teixeira contra Brizola. O único líder comunista, ao romper com o PCB através da “Carta aos Comunistas” em 1980, foi Luiz Carlos Prestes. Acompanhei-o. Fizemos a campanha de Leonel Brizola para o governo do Estado do Rio de Janeiro. Todos os Partidos ditos Comunistas que apoiaram Sarney e, no Estado do Rio de Janeiro o Chaguismo, estão, necessariamente, devendo autocrítica profunda e, os que não a fizerem, um processo crítico. A crítica e a autocrítica são necessárias ao caminhar. O Ulysses Guimarães, tão festejado por esses Partidos Comunistas, junto com o Severo Gomes e o Teotônio Vilela, neófitos democratas, políticos que apoiaram o Golpe de Estado de abril de 1964. Golpistas arrependidos. Teotônio Vilela consagrado o “Menestrel das Alagoas”, brilhou no enfático cantar de Fafá de Belém. Ulysses Guimarães o “Senhor Diretas”.

A Constituição: Brasileira atual, promulgada em 5 de outubro de 1988, anistiou os torturadores, estupradores e assassinos da Ditadura dos Governos Militares, aprovou o confuso artigo 142 e, absurdo dos absurdo dos absurdos!, não reconduziu ao Serviço Ativo os Militares Legalistas de 1964 e os afastados durante a Ditadura. Luiz Carlos Prestes foi o único líder comunista a denunciar que, essa Constituição, sob pressão do Ministro do Exército de José Sarney, o General de Exército Leônidas Pires Gonçalves, deixou forte resíduo de “Poder Militar” na atual Constituição Federal brasileira. “Absurdo dos absurdos!”. Todos que permaneceram sem crítica nos Partidos Comunistas e apoiaram essa escumalha conservadora estão devendo autocrítica. Caso não a façam merecem, sim, continuar sob, em sentido figurado, os “grilhões” da Crítica.

Façam suas autocríticas, aí sim, exercitaremos juntos o processo crítico.

Agora, dos comunistas a vários defensores da democracia burguesa que apoiaram Lula a esse seu terceiro mandato… A derrota do militarista/fascista Jair Messias Bolsonaro foi fundamental. Afastou do Poder Político Nacional a extrema direita. A luta tem, no entanto , de continuar. A Revolução Proletária é o sentido estratégico do caminho revolucionário, não descumpram, os comunistas, seu destino histórico. Tática é uma coisa, estratégia é outra, a luta continua. Nesse 30 de agosto de 2023.

É como percebo.

BOLIVAR MARINHO SOARES DE MEIRELLES – General de Brigada Reformado, Cientista Social, Colunista do jornal Tribuna da Imprensa Livre, Mestre em Administração Pública e Doutor em Ciências em Engenharia de Produção, Pós Doutor em História Política, Presidente do Conselho Executivo da Casa da América Latina.

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