Por Guilherme Kroll

Vou confessar uma coisa.

Depois daquele clima hostil no Engenhão, no Brasileirão do ano passado…

aonde os Valentim’s Boys andaram caçando até botafoguenses que se manifestaram no gol do Flamengo…

ando com sangue nos olhos quando enfrento esse time.

Afinal de contas, Jesus fala em perdoar… não em esquecer.

Me incomodou… mas, no fundo, bem no fundo…

achei bacana… por parte dos imperadores rubro-negros…

liberar Maracanã Mais, Oeste Inferior e Leste Inferior… como zona mista.

Só sei que os 18 botafoguenses andaram calmamente no entorno do Maracanã.

Bem diferente do nosso caso… no Enche Não.

Sei lá!

Talvez seja por causa do Corona Vírus.

Eles são um grupo de segurança. Jamais se reúnem em multidões.

Reconheço que o Botafogo tem um bom time. Só está num século ruim.

Eles fizeram muito bem em não estrear o Honda contra o Flamengo.

Qual poderia ser o rendimento de um Honda contra tantas Ferraris do outro lado?

Talvez eles contratem o Yaya Touré.

Penso que não.

Soube, de fonte segura… que o Yaya ligou para o Zeca Pagodinho, que é botafoguense, pedindo informações.

Nosso sambista que deixa a vida me levar… foi sincero:

“Quando eu contar, Yaya, você vai se pasmar”.

Só sei que o ER7 continua incorporando o Messi.

Ele vai conseguir a façanha de me fazer voltar a torcer pela Seleção Brasileira.

Atingiu o melhor da sua forma física… e explodiu seu talento de melhor jogador de futsal do futebol brasileiro.

O cartaz “Sempre Tem Gol do Gabigol” segue funcionando.

Dessa vez, ele se superou.

Fizemos um gol legítimo com o Diego Ribas, que saiu atrás dos defensores alvi-negros. Não levou vantagem alguma com a infração.

Quando o confuso árbitro mandou repetir a penalidade… preconizei:

“Se conheço o Gabigol… ele vai mandar no travessão de novo”.

Todos ao meu lado ficaram espantados quando isso aconteceu.

A verdade é que, contra o Botafogo… não precisamos de gol de pênalti.

O próximo pênalti assinalado… bem que o Gabigol poderia atrasar para o Diego Alves.

O melhor goleiro do Brasil lançaria a bola ao ataque… e faríamos o gol. Simples assim.

Se aquele gol do Diego não fosse errôneamente anulado… o Vitinho teria entrado naquele momento…

e o placar final teria sido 6 x 0.

6 x 0, com Berrío na lateral direita?

Acho que seria muita crueldade com uma pequena sofrida torcida…

que, ao final do jogo, estava pulando o muro… e imitando Gabigol na comemoração.


GUILHERME DE LIMA KROLL é empresário, presidente da KROLL Produções e Marketing, técnico em Basquetebol (formado na USP/1990 – 1991), professor de Educação Física (Licenciatura pela UERJ/1978 – 1984), editor do blog ‘Para Quem Entende de Flamengo’ e colunista do jornal Tribuna da Imprensa Livre. Ex-diretor de marketing na empresa Macaé Esporte Futebol Clube e Coordenador na empresa Serra Macaense Futebol Clube. Atuou no Futebol profissional do Macaé Esporte FC, Futebol profissional do Volta Redonda FC, Basquete da LB Cabo Frio, Basquete da LB Macaé, Federação de Basquetebol do Estado do Rio de Janeiro – 5 anos no Triângulo Mineiro, 10 anos em São Paulo, 10 anos no CR Flamengo, 2 anos no Botafogo FR. Inúmeras vezes campeão brasileiro: Flamengo, Vasco, Telemar, seleções estaduais, masculinas e femininas.