Redação –
Em depoimento à CPI da Covid, a médica infectologista Luana Araújo, que foi anunciada para o cargo de secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, mas que não chegou a ser nomeada, disparou contra falas negacionistas e que minimizaram a pandemia.
“A mim, como médica, infectologista, epidemiologista, educadora em saúde, isso me suscita que eu preciso trabalhar mais, que eu preciso informar melhor as pessoas. A mim, me parece que falta informação de qualidade. Quando obtém informação de qualidade não é mais esse tipo de comportamento que a gente espera que aconteça. Então, a mim, me dói”, completa.
A fala de Luana se deu após a exibição de vídeos do presidente Jair Bolsonaro sobre o vírus, apresentado pelo vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Luana afirma que, para quem trabalha com saúde pública, é impossível não se sentir atingido com as declarações negacionistas do presidente.
“Corrupção mata”
Questionada sobre as consequências da corrupção na pandemia pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), a médica respondeu que “na saúde, a corrupção mata”.
“Corrupção rouba dinheiro da onde ele deveria ser investido. Se esse dinheiro é desviado de áreas que são cronicamente sub-financiadas, isso é ainda mais complexo. Então, a resposta curta e direta é que corrupção mata”, disse.
Críticas da base governista
Ao avaliar o depoimento da médica , Luana Araújo, senador da base aliada do presidente Jair Bolsonaro, Marcos Rogério (DEM-RO), disparou contra: “não acrescenta fato novo”. Ele também negou prejuízos ao governo diante da escuta da médica. “É preciso de uma CPI para provar que o Bolsonaro não usa máscara? É preciso CPI para provar que o presidente recomenda cloroquina?”, disse.
O parlamentar também comentou a operação deflagrada pela Polícia Federal no Amazonas na manhã desta quarta-feira (02). Para ele, isso vai ajudar a CPI a investigar o governador Wilson Lima.
“Deveríamos ter adiado para terça-feira o depoimento, mas acho que o presidente [Omar Aziz está esperando sair o julgamento do governador no Superior Tribunal de Justiça (STJ).” O STJ adiou o julgamento por corrupção do governador Wilson Lima, mas a data ainda não está definida.
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Fonte: Congresso em Foco
MAZOLA
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