Redação

Mandado autorizado por Moraes, por promover atos contra a Corte.

A Polícia Federal prendeu na manhã desta 2ª feira (15.jun.2020) a ativista Sara Winter, líder do movimento “300 do Brasil”.

A prisão ocorre dentro do inquérito que apura manifestações com conteúdos anticonstitucionais e não tem relação com a investigação sobre fake news, em que Sara Winter também é investigada.

Ao todo, 6 pessoas foram presas. As identidades dos outros 5 detidos ainda não foram divulgadas. Os mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o ministro Gilmar Medes disse que as prisões preventivas, de 5 dias, podem ser 1 remédio adequado neste momento.

Segundo o Ministério Público Federal, os pedidos foram apresentados na 6ª feira (12.jun). A procuradoria diz que há indícios de que o grupo estava captando recursos financeiros para ações que se enquadram na Lei de Segurança Nacional, objeto do inquérito (nº 4.828) aberto em 20 de abril.

A defesa de Sara falou ao Poder360 que vai recorrer da decisão. Classificou o caso como uma prisão política. Disse que não teve acesso ao processo.

SARA X STF

Membros do “300 do Brasil” fizeram vários atos contra a Corte nos últimos meses. Chegaram a montar acampamentos em Brasília.

Em maio, Sara afirmou querer “trocar socos” com Moraes. “A gente vai infernizar a tua vida. A gente vai descobrir os lugares que o senhor frequenta, a gente vai descobrir quem são as empregadas domésticas que trabalham para o senhor, a gente vai descobrir tudo da sua vida.”

Todos os acampamentos foram desmontados no fim de semana pelo governo do Distrito Federal. Em revolta, no sábado (13.jun), Sara e seus aliados subiram no telhado do Senado. À noite, dispararam fogos de artifício em frente à sede do STF, na Praça dos Três Poderes, simulando 1 bombardeio.

Em outro ato, em 30 de maio, os ativistas pró-Bolsonaro usaram máscaras e carregavam tochas em uma marcha em direção à Corte. O ato reuniu cerca de 30 pessoas. Os participantes gritavam palavras de ordem: “Viemos cobrar, o STF não vai nos calar” e “Careca togado, Alexandre descarado”.

EX-FEMINISTA

Sara ficou conhecida em 2012 como uma das líderes do movimento anti-machismo Femen. Em 2015, passou a participar do chamado Grupo Pró-Mulher e começou a militar contra as pautas que antes defendia; atualmente declara-se católica, contra o aborto e antifeminista. “Feminina Sim, Feminista Nunca Mais!”, escreveu em seu blog pessoal.

Ela foi candidata a deputada federal em 2018 pelo partido Democratas do Rio de Janeiro. Obteve 17.246 votos e não se elegeu. Neste ano, foi expulsa da sigla por envolvimento em “movimentos radicais”.

Eis alguns vídeos de Sara e do movimento 300 do Brasil:


Fonte: Poder360