Por Iata Anderson –

Um jogo maluco, nada mais pode definir o que houve no estádio da Beira Rio que possa dizer o que foi a virada do Botafogo sobre o Internacional, então invicto em 15 jogos disputados com Mano Menezes. Com menos um jogador ainda no primeiro tempo, sobrou no time carioca o que faltou no grande campeão gaúcho, único time a conquistar o campeonato brasileiro sem derrota, em 23 de dezembro de 1979 quando tinha, de verdade, uma máquina de jogar futebol, liderada pelo jovem Paulo Roberto Falcão, já apontando como um dos maiores volantes do futebol brasileiro.

Os tempos são outros, em todos os sentidos. Se a lembrança daquela final contra o Vasco ficou na memória dos amantes do futebol arte de Falcão, Mario Sergio, Mauro Galvão e Roberto Dinamite, entre outros, a história vai fazer referência ao jogo do VAR, de trágica memória para as duas torcidas. Sim, foi o jogo definido pelas câmeras, os milímetros a mais ou a menos, tudo completamente imprevisível, principalmente o resultado final, definido nos últimos suspiros de um acréscimo superior a 12 minutos. O cai-cai foi o mesmo de sempre, os valentões os mesmos de sempre, a falta de comando do árbitro Savio Pereira Sampaio (DF/Fifa). Levou os jogadores a fazer o que estão acostumados, tentar comandar o jogo, “apitar”, tumultuar até ter a partida à sua maneira, sem controle para a arbitragem. O primeiro gol do jogo, “pênalti” de Philipe Sampaio, muito mal marcado pelo apitador, que estava muito longe do lance, foi ajudado pelo VAR, como tem acontecido repetidas vezes, marcou a falta máxima e expulsou o zagueiro do Botafogo. Daí para a frente foi uma sucessão de erros e marcações dessa praga que veio para descaracterizar o nobre futebol.

Atualmente, uma pelada de casados e solteiros é muito mais interessante, nesse aspecto, que muitos jogos oficiais, aqui e no exterior. Houve uma acomodação dos árbitros, confiantes na tecnologia, que tem complicado as coisas para eles, além dos jogadores, os mais indisciplinados do planeta.

Ah, ia esquecendo, o Botafogo, que costumava golear e dar olé nos maiores times que apareciam à sua frente, ganhou de virada, com um jogador a menos, tirou a invencibilidade de Mano Menezes e encostou nos líderes, posição que sempre ocupou no passado.

O Flamengo perdeu mais uma para o Atlético Mineiro, estacionou perto da zona de rebaixamento, mostrou a fragilidade de sempre, os mesmos erros e a certeza que nem Guardiola dá jeito nesse elenco. Um grupo que tem sua maioria entre os vencedores da inesquecível temporada 2019, porém na curva descendente.

Não adianta trocar o treinador, o problema está nos jogadores, envelhecidos, desmotivados, vivendo daquele fantástico período quando chegou a ser o melhor time do continente. Não basta ser o melhor, tem que provar ser o melhor e isso o time não consegue. Acham que Cebolinha vai resolver o problema, não acredito que pensem assim, a não ser que estejam acertando mais três ou quatro contratações importantes. Ou terão que começar a pensar num novo treinador.

Basquete: Stephen Curry é o nome da fera, que levou os “guerreiros” de San Francisco a mais um título da NBA, com fantásticas apresentações nas partidas finais do maior basquete do mundo. Muito bom ver esse cara jogar. Que tranquilidade, muito talento. O Warriors chegou embalado para a sexta partida, depois de vencer o quarto e o quinto jogo contra o Celtics. Venceu o jogo seis e fechou a série em 4×2, sétimo título da franquia. Curry (foto abaixo) marcou 34 pontos na decisão e foi escolhido o melhor das finais. Havia marcado 43 na quarta partida.

O Real Madrid conquistou a Liga de Basquete (Campeonato Nacional) pela 36ª vez, ao derrotar o Barcelona, no WiZink Center, lotado, na quarta partida, fazendo 3×1 nas finais. Liderado pelo MVP Tavares, os brancos contaram ainda com os lendários Llull e Rudy, na 22ª conquista do técnico Pablo Laso, em 11 temporadas. O mítico treinador está se recuperando de uma cirurgia e foi substituído por Causeur e Chus Mateo. O Real havia vencido, também, a Copa da Espanha.

IATA ANDERSON – Jornalista profissional, titular da coluna “Tribuna dos Esportes”. Trabalhou em alguns dos principais veículos de comunicação do país como as Organizações Globo, TV Manchete e Tupi; Atuou em três Copas do Mundo, um Mundial de Clubes, duas Olimpíadas e todos os Campeonatos Brasileiros, desde 1971.


Tribuna recomenda!