Por Walter Oaquim

O Flamengo disputa o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e a Copa do Brasil num momento histórico difícil pela pandemia. Não podemos contar com a nossa extraordinário torcida nos estádios, o que prejudica nosso lado técnico e financeiro. Essa é uma realidade justificável que visa proteger a população do vírus.

O que não é justificável é jogar sem 8 jogadores convocados para as Seleções nacionais que disputam Eliminatórias da Copa do Mundo, Olimpíadas, amistosos e Copa América. Isso é resultado do Calendário criminoso que não paralisa os campeonatos em função da data FIFA, como na Europa.

A CBF junto com as Federações estaduais de Futebol ocupam um terço do Calendário com campeonatos estaduais deficitários e sem emoção, prejudicando a organização e desenvolvimento do futebol brasileiro.

Charge do Duke (O Tempo)

As grandes competições são jogadas em curto espaço de tempo prejudicando o lado físico e técnico dos jogadores. É um verdadeira maratona.

O planejamento para se formar grandes equipes fica insustentável, e quando se consegue sofre com os desfalques dos principais jogadores que são convocados para as diversas competições internacionais.

A estrutura atual do futebol brasileiro está ultrapassada. Quem deveria comandar são os Conselhos Arbitrais dos Clubes, hoje enfraquecidos pela CBF e as Federações.

É mais que urgente, adaptar o Calendário brasileiro ao europeu e superarmos todas as deficiências atuais.

A globalização no futebol leva a modernizar as estruturas nacionais de futebol sem perder a paixão da maior arte popular planetária.


WALTER OAQUIM – Advogado, Ex-Secretário de Estado de Esporte e Lazer RJ, Ex-Secretário do Estatuto da Criança e do Adolescente, Ex-Presidente da SUDERJ (Maracanã), Ex-Presidente da FIA-Fundação da Infância e Adolescência, Ex-Presidente do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente, Grande Benemérito do Clube de Regatas do Flamengo e Membro do Conselho Consultivo do Jornal Tribuna da Imprensa Livre.