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Erudição e Cultura em Política
Dom Hélder Pessoa Câmara foi um bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife. Foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e grande defensor dos direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil. Pregava uma Igreja voltada para os pobres e a não-violência. (Wikipédia)
Colunistas, Política

Erudição e Cultura em Política 

Por Bolivar Meirelles

Estamos num momento trágico.

Quem leu leu, uma das fontes de cultura mas… não toda. Observar a realidade segundo a metodologia absorvida. Na juventude, cursos efetivados, prática política no amplo espectro. Confrontos. “A praça é do povo como o céu é do condor”. Antônio de Castro Alves, 24 anos. Morte precoce. Frequência às Arcadas. Poemas de conteúdo. Absorção de saber e prática. “Pateologia” sim. Sala de aula e páteo. Muita conversa. Alguns namoros,… casamentos…talvez. Transformações. Mentalidades revistas. O livro, a sala de aula e a prática. Já de estudantes, destaques. Andar e caminhar. Técnica e destino. Para onde ir? Sintoma negligenciado? Às vezes. Direção e sentido. Sentido duplicado, direção? A mesma. Sentidos diferentes, opostos por vezes. Absorver. Ateu e crente. Stalinista e trotskista. Marxista. Marxista Leninista. “O ser não é, é em sendo” dialética contraditória de quem, absorvendo Heráclito de Éfeso, pré-socrático, e Hegel, Heidegger que colaborou com Hitler, leu, escreveu, não entendeu na prática. Nem a si mesmo, “o Ser não é, é em sendo”. Profundamente dialética a percepção de Heidegger, no entanto, prática confusa. Erudição e cultura. Erudição jogada a esmo, só vaidades, intelectualidades expostas nas prateleiras acadêmicas. Formulação e ação no concreto, predisposição ao fazer, ao confronto, se necessário. Coincidência em direção e sentido, ação. Discussão. Luta necessária à dinâmica da política. “Se o ser não é”, Heidegger, como você, calcado na dialética precedente, iria usá-la em Hitler, na Alemanha nazista, e em Bolsonaro, este hoje, aqui no Brasil? Liberdade crítica no processo educacional. Armas no sentido da libertação sim. Educação elucidativa.

Caminhos abertos ao pensamento crítico.

Sala de aula, “pateologia”, experimentos de ação política. Abertura do processo educacional amplo. Um técnico sem sentido é um perdido. Saber não é, apenas, um domínio técnico não é conhecer a direção e o sentido da aplicação da necessária técnica. Seres humanos não são robôs pré programados. Aí, salta, aos perceptores, a forte diferença entre erudito e culto. O culto assimila o estudo e o direciona no sentido prático da vida, esta, sempre coletiva. O Ser Humano ganha a si mesmo na dimensão social. Não existe para si, existe para a alteridade. Não para a alteridade subordinada nem para a alteridade do dominador. Para si e para o coletivo, com justiça social, sem classes sociais e sem discriminações quaisquer. Equalização do Ser Humano. Transcendência humana na própria sociedade, sem classes, sem raças. Espécie humana. Imanente e transcendente em si mesma. Sem sofrimentos no mundo concreto, e não esperançoso de um mundo divino. Como dizia Helder Câmara, “o Céu tem de começar na Terra”. Realização aqui e agora. Superação de raças, das discriminações de gênero, sem homofobia. Mundo sem estrangeiros, sem fronteiras. A literatura absorvida sem sentido do social é equivocada percepção de um mundo não compreendido. Pode ser jogada fora. Envolver-se no mundo concreto, checar o aprendido, constantemente, é consolidar cultura. Esta sim, é a validação do saber, é a internalização dos conteúdos aprendidos para as constantes caminhadas com direção e sentido.

A dimensão social é a superação do individualismo, quer no patrimônio econômico financeiro, quer na vaidade de um falso saber, apenas demonstrativo de erudição.

BOLIVAR MARINHO SOARES DE MEIRELLES – General de Brigada Reformado, Cientista Social, Colunista do jornal Tribuna da Imprensa Livre, Mestre em Administração Pública, Doutor em Ciências em Engenharia de Produção, Pós Doutor em História Política, Presidente da Casa da América Latina.


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