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Desinformação, Medo e Democracia
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Desinformação, Medo e Democracia 

Por Michelle Meneses

O Brasil tem vivenciado dias turbulentos na política.

Com a avalanche de falsas informações sendo despejadas diariamente sobre a população, temas como o voto impresso, sistema eleitoral e vacinas, são constantemente alvos das mais absurdas teorias.

Que tem como único objetivo confundir as pessoas e causar insegurança em relação ao nosso processo eleitoral e também em relação à eficácia das Vacinas.

São temas delicados e ao mesmo tempo espinhosos, porque envolvem sentimentos profundos como a desconfiança e o medo.

Em todas as falsas informações disseminadas em grupos de aplicativos e redes sociais, o sentimento do Medo está sempre presente.

Promover o medo é o combustível que move um Governo Autocrático.

Quanto mais as pessoas têm medo, mais elas deixam de agir com a razão, e são levadas a acreditar nas maiores barbaridades que lhe são apresentadas.

A desinformação sistemática está contribuindo para corroer a nossa  Democracia, bem como o Direito basilar à vida e às liberdades civis, garantidas por nossa Constituição Federal.

Quando o Presidente da República coloca em dúvida a eficácia de uma Vacina ou a lisura do nosso sistema eleitoral, ele está passando uma mensagem de descrédito, de desconfiança e medo para a população.

Sabemos há décadas que as Vacinas salvam vidas, e que desde 1996 as eleições no Brasil são realizadas através das Urnas eletrônicas; importante ressaltar que o Presidente da República e seus filhos parlamentares, foram eleitos pelos votos das Urnas eletrônicas!

Então a pergunta que não quer calar: Por que essas pessoas colocam em dúvida a eficiência e idoneidade das Vacinas e do sistema eleitoral?

A resposta é simples: Porque o objetivo é Gerar o sentimento de Medo na população.

Pessoas temerosas e confusas, são os alvos perfeitos para disseminarem as mais fantasiosas teorias da conspiração, e assim, sem que elas percebam estão ajudando esse grupo político à aniquilar a Democracia e os direitos dos cidadãos.

Um eleitor com dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral, muitas vezes irá pensar em não participar das eleições: “Para que votar, se essas urnas eletrônicas não são confiáveis”?

Um cidadão repleto de informações falsas sobre às vacinas, simplesmente deixa de receber o imunizante porque não acredita na sua eficácia ou porque tem medo de “virar jacaré”.

Olhando tudo isso de longe nos parece um Absurdo imenso, e realmente é um Absurdo!

Ao longo da história mundial, muitos foram os Líderes políticos que utilizaram o Medo como a arma mais poderosa de propaganda política.

Um povo paralisado pelo Medo, é um povo facilmente manipulado de acordo com a Vontade de seu “Líder”.

Aquele que detém o poder, mesmo sendo um completo estúpido, sabe como manipular o sentimento de Medo no seio da sociedade, minando assim a confiança da população nas Instituições, bem como, gerando a descrença em todo o sistema político vigente.

Estamos numa situação muito difícil em nosso país, paira sobre nós uma nuvem densa e perigosa de dúvidas e incertezas!

Um povo descrente e amedrontado é apenas ” massa de manobra” nas mãos de um Governante inescrupuloso!

Como podemos quebrar esse círculo vicioso de informações falsas e de medo?

Simplesmente falando, informando debatendo, refletindo, enfim tentando levar à população, informações sérias, verdadeiras e confiáveis sobre tais temas.

Claro que cada cidadão tem sua opinião sobre determinado assunto. Porém, quando uma mera opinião passa a ter força de pauta antidemocrática ou que coloque a saúde da população em risco, já não é mais uma simples opinião, mas sim uma grave ameaça ao país.

É um caminho árduo, um trabalho difícil de conscientização política, mas desconheço qualquer outro modo, que não seja pela força da palavra e pelo exemplo de cidadania para convencer e mostrar à população sobre a importância do seu papel na Democracia brasileira.

“A palavra convence, mas o exemplo arrasta.” (Michelle Meneses)

MICHELLE MENESES – Advogada, Escritora, Mãe de 4 filhos e colunista do jornal Tribuna da Imprensa Livre.


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